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ENCYCLOPAEDIA of Rebellions

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Indigenous uprising of Engenho de Santana 1602

Synopsis
Na segunda metade do século XVI, o governador Luís de Brito ordenou que trinta casais de indígenas aldeados fossem entregues pelos lavradores de Ilhéus para o Conde de Linhares, proprietário do Engenho Santana. No ano de 1602, os trinta casais escaparam para as terras do pequeno lavrador, reforçando a carga de trabalho que recaía sobre os nativos que permaneceram no engenho. Diante dos esforços movidos pelas autoridades coloniais em prol da restituição dos índios a Linhares, uma rebelião teve início em um aldeamento jesuítico nas margens do Rio Cachoeira. Os rebeldes apresentaram-se como visitantes de parentes no engenho e, uma vez adentrados, juntaram-se com os indígenas locais (e, possivelmente, também alguns negros de origem africana), para incendiar o dito engenho. Consumado o ato rebelde, todos os envolvidos partiram em fuga para os sertões do Recôncavo Baiano. O movimento reunia indígenas Tupi e Aimoré, sendo ainda objeto de incerteza a participação de indivíduos Potiguara.
Additional info

Starting date: . Ending: . Duration: 1 day. Name in sources: Levantamento do gentio no engenho de Santana de Ilhéus. Location: Capitania de Ilhéus Country (current): Brazil. Monarchy: Portuguese. Main participants: Enslaved, Indigenous. Number of participants: 250-500. Main reasons & motivations: Labour. Leadership: Unknown. Relevance: low.

Further reading
PARAISO, Maria Hilda Baqueiro (2015). "Revolta indígena no Engenho de Santana na capitania de Ilhéus: o Atlântico açucareiro e o trabalho indígena", Cadernos de História, 16(24): 103-123.
Cite this entry

Velloso, Gustavo (2021). "Indigenous uprising of Engenho de Santana 1602", in J. V. Serrão and M. S. Cunha (coord), Encyclopaedia of Rebellions in the Early Modern Iberian World. https://mappingrebellions.com/revolt/indigenous-uprising-of-engenho-de-santana-1602/ (accessed on 12 March 2026).